Eleições estavam marcadas para terça-feira, dia 14.
Presidente quer iniciar debate para estabelecer nova data.
A presidente da Libéria,
Ellen Johnson-Sirleaf, aprovou uma ordem que suspende a realização das
eleições para o Senado, previstas para o terça-feira (14), devido ao
estado de emergência no país, o mais castigado pela epidemia do ebola.
A governante também suspendeu todos os direitos a voto associados às eleições à câmara alta, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores divulgado no final da noite de querta-feira (8).
Enfermeiros
se protegem ao carregar o corpo de uma mulher suspeita de ter morrido
após contrair de vírus Ebola. (Foto: Abbas Dulleh / AP Photo)
A presidente justifica a decisão com "medidas tomadas pelo governo sob o
estado de emergência para conter a expansão do ebola e outras medidas
de restrição de viagens e contatos". Segundo Sirleaf, a realização de
eleições requer um "ambiente político livre, aberto e transparente", o
que não ocorre na Libéria no momento.
A Comissão Eleitoral não pôde realizar alguns procedimentos prévios à convocação do pleito, como a atualização do censo eleitoral, o encaminhamento de funcionários para todas as zonas eleitorais e o recrutamento para a votação.
O país nem sequer dispõe de material eleitoral necessário para realizar a campanha devido à suspensão de voos.
A presidente liberiana declarou o estado de emergência no dia 6 de agosto, com a finalidade de combater o ebola e erradicar o vírus, que até o momento já matou 2.210 pessoas, segundo os últimos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A Libéria é o país mais afetado pelo surto do ebola, que surgiu na África Ocidental em março e já matou 3.879 pessoas em vários países da região.
"Amparada na Constituição e a mencionada declaração do estado de emergência, a presidente tem competência e autoridade para suspender, durante o período do estado de emergência, qualquer e todos os direitos exercidos de forma ordinária", acrescenta a declaração presidencial.
No entanto, o ativista e advogado especialista em Direitos Humanos
Tiawon Gongloe advertiu que sem uma modificação constitucional e nem
novas eleições, o Senado atual "não terá a maioria suficiente para atuar
em nome do Estado".
Gongloe disse que a câmara alta terá 15 membros a menos - a metade das cadeiras - e qualquer decisão adotada em seu seio será ilegal, de acordo com as leis liberianas.
A governante também suspendeu todos os direitos a voto associados às eleições à câmara alta, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores divulgado no final da noite de querta-feira (8).
A Comissão Eleitoral não pôde realizar alguns procedimentos prévios à convocação do pleito, como a atualização do censo eleitoral, o encaminhamento de funcionários para todas as zonas eleitorais e o recrutamento para a votação.
O país nem sequer dispõe de material eleitoral necessário para realizar a campanha devido à suspensão de voos.
A presidente liberiana declarou o estado de emergência no dia 6 de agosto, com a finalidade de combater o ebola e erradicar o vírus, que até o momento já matou 2.210 pessoas, segundo os últimos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A Libéria é o país mais afetado pelo surto do ebola, que surgiu na África Ocidental em março e já matou 3.879 pessoas em vários países da região.
"Amparada na Constituição e a mencionada declaração do estado de emergência, a presidente tem competência e autoridade para suspender, durante o período do estado de emergência, qualquer e todos os direitos exercidos de forma ordinária", acrescenta a declaração presidencial.
Gongloe disse que a câmara alta terá 15 membros a menos - a metade das cadeiras - e qualquer decisão adotada em seu seio será ilegal, de acordo com as leis liberianas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário