Pesquisa revela que diabéticas tipo 1 têm 40% maior risco de morrer por todas as causas do que homens com a mesma condição
Diabetes tipo 1: dificuldades em controlar o índice
glicêmico e em administrar a insulina podem elevar as mortes por doenças
cardiovasculares
(Thinkstock/VEJA)
CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Risk of all-cause mortality and vascular events in women versus men with type 1 diabetes: a systematic review and
meta-analysis
Onde foi divulgada: periódico The Lancet Diabetes & Endocrinology
Quem fez: Rachel R Huxley, Sanne A E Peters, Gita D Mishra e Mark Woodward
Instituição: Universidade de Queensland, na Austrália, entre outras.
Resultado: Mulheres com diabetes tipo 1 têm 40% mais risco de morrer por todas as causas do que homens com a mesma doença.
Pesquisadores avaliaram dados de mais de 200.000 pessoas com diabetes
tipo 1 de 1966 a 2014. Eles descobriram que as mulheres têm duas vezes
mais risco de falecer por infarto, 37% por derrame e 44% por doenças
renais. No compilado de todas as causas, a probabilidade de morrer é 37%
maior entre elas.Título original: Risk of all-cause mortality and vascular events in women versus men with type 1 diabetes: a systematic review and
meta-analysis
Onde foi divulgada: periódico The Lancet Diabetes & Endocrinology
Quem fez: Rachel R Huxley, Sanne A E Peters, Gita D Mishra e Mark Woodward
Instituição: Universidade de Queensland, na Austrália, entre outras.
Resultado: Mulheres com diabetes tipo 1 têm 40% mais risco de morrer por todas as causas do que homens com a mesma doença.
Para os autores da pesquisa, dificuldades em controlar o índice glicêmico e administrar a insulina, mais comuns no sexo feminino, podem contribuir para a elevação das mortes por doenças vasculares.
“Essa diferença marcante entre os gêneros pode ter profundas implicações no tratamento de mulheres”, afirma a líder do estudo, Rachel Huxley, professora da Escola de Saúde Pública da Universidade de Queensland, na Austrália. Rachel ressalta que recentemente as associações americanas do coração e do diabetes concluíram que as diferenças étnicas precisam ser mais pesquisadas para prevenir doenças cardiovasculares entre diabéticos tipo 1. “Nós defendemos que as diferenças entre os sexos também sejam mais investigadas”, afirma.
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