sexta-feira, 20 de julho de 2018

IJF registrou quase 7 mil casos de acidentes domésticos com crianças em 2018

Especialistas alertam para o período de férias, quando aumenta o risco de traumas
criança
O risco de incidentes cresce durante o mês de julho, quando os pequenos passam mais tempo em casa ( Foto: Arquivo )
Correr, pular, brincar, jogar... Essas são as principais atividades que marcam o cotidiano das crianças durante o período de férias. Contudo, a permanência em casa nesta época sem aulas pode ocasionar sérios problemas.
No primeiro semestre de 2018, o Instituto Doutor José Frota (IJF) registrou 6.960 casos de acidentes envolvendo crianças entre 0 e 14 anos. O risco de incidentes cresce durante o mês de julho, quando os pequenos passam mais tempo em casa.
acidentes
Super-herói, jogador de futebol, e até médico. A criatividade que transforma crianças em protagonistas pode levá-las a enfrentar alguns vilões do dia a dia. Entre quedas, intoxicações, picadas de animais peçonhentos, e queimaduras, os “pequenos heróis” precisam do principal auxílio nessa aventura: a vigilância dos pais e responsáveis.
“Não pode esquecer que aquela criança precisa de atenção porque ela não mede a situação de perigo. Não se pode confiar no fato de a criança estar em casa e deixá-la solta”, alerta a pediatra Márcia Lima Verde.
“O que a gente tem observado é que as mães se entretém muito nas redes sociais e esquecem da criança pelo simples fato de estar em casa. Porém, em casa tem muitas regiões de perigo. A cozinha, por exemplo, é uma bomba relógio, porque tem fogão, tem panela no fogo, fósforo, água fervendo. As queimaduras, depois das quedas, são as principais vilãs das crianças nas férias”, completa a especialista.
Além de quedas e queimaduras, as crianças sofrem com outros malefícios. “Uma coisa que muitos não se atentam é às escadas. Dependendo da altura também precisa ter rede de proteção nelas. Eu também recebo muito na emergência criança com intoxicação. Até uma inalação que pode parecer inofensiva, pode resultar em algo pior. Então, é correr para emergência mesmo", é o que aconselha Isa Xavier, pediatra.
Os brinquedos e controles remotos contém partes que também podem apresentar perigos para as crianças, como por exemplo, as baterias. “Elas botam as baterias na boca e engolem. E essa bateria vai soltando substâncias altamente corrosivas, tanto para a mucosa do esôfago quanto para a mucosa do estômago”, aponta Lima Verde sobre o perigo das pequenas peças.
Andajá
A pediatra Márcia Lima Verde alertou sobre o uso de um objeto, que para ela, deveria ser abolido: o “andajá”, como é popularmente conhecido o andador utilizado em crianças, na fase onde elas ainda ensaiam os primeiros passos.
“('O andajá') é altamente contraindicado hoje em dia, mas infelizmente ainda existem cantos que vendem e os pais compram. Às vezes, uma rodinha daquela escorrega na escada e o acidente pode causar um traumatismo craniano muito severo”, alerta Márcia Lima Verde sobre o aparelho.
“Os pais colocam os filhos no 'andajá' muito precocemente e causa má formação até no próprio osso na perna da criança”, completa a médica ao pontuar outro malefício causado pelo objeto.
Jornada dupla
Rafaella Aragão é mãe e odontopediatra, então, para conciliar as duas funções, ela precisa praticamente de “super poderes”. Com a experiência dentro da formação profissional, ela revela que se preocupa ainda mais com os filhos. “Onde eu trabalho, eu atendo muitos casos. Já atendi criança que se furou com espeto enquanto estava comendo churrasco; criança que se cortou bebendo água em copo de vidro”, conta.
Arthur, 8, é um dos filhos de Rafaella, e a odontopediatrarevela que redobra a atenção pois ele está na “fase de Super-Herói”. “Ele subiu na minha cama, que é alta, e pulou (imitando o Super-Homem). Com a queda, ele quase quebra o nariz. Saiu muito sangue”, revela Rafaella.
O período de férias escolares muitas vezes não coincide com o recesso trabalhista dos pais. Por isso, a dificuldade em observar as crianças torna-se ainda maior. “Uma solução pode ser arranjar uma pessoa como avó ou tia para cuidar dessas crianças que não estão na escola, porque ficar sozinho é um grande perigo”, completa a pediatra Márcia Lima Verde.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Anvisa aprova regras para suplementos

O marco regulatório diz respeito à composição, qualidade, segurança e também rotulagem dos itens
por Vanessa Madeira - Repórter
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O carro-chefe das lojas de suplementos é o chamado Whey protein, feito à base da proteína extraída do soro do leite e aminoácidos ( FOTO: THIAGO GADELHA )
Suplementos alimentares passaram a contar, desde a última terça-feira (17), com regulamentação própria no País. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo conjunto de normas para a fabricação dos produtos, utilizados para complementar a alimentação de pessoas com deficiências na absorção ou com demanda aumentada de nutrientes. As regras dizem respeito à composição, qualidade, segurança e rotulagem dos itens. Um dos principais pontos é a obrigatoriedade dos fabricantes de incluir, nas embalagens, informações sobre a eficácia dos suplementos.
De acordo com a Anvisa, será publicada, nos próximos dias, uma Instrução Normativa (IN) com a lista de ingredientes permitidos na fabricação dos produtos, com a determinação de limites mínimos e máximos para cada substância de acordo com o público a que se destina. Também haverá uma relação de "alegações" de funcionalidades que poderão ser atribuídas aos suplementos. Cada alegação exigirá a realização de testes específicos. As empresas terão cinco anos para adequarem os produtos que já estão no mercado às normas.
Ainda segundo a Agência, o marco regulatório estabelece quais são os aditivos e coadjuvantes de tecnologia que poderão ser usados na produção dos itens, além de definir os estudos necessários para comprovar a segurança e a eficácia dos chamados probióticos, microorganismos cuja ingestão traz benefícios à saúde.
Segurança
O nutricionista clínico e professor da Universidade de Fortaleza (Unifor) Filipe Brito explica que, embora já existam normas para suplementos no País, as novas regras unem todas as categorias de produtos em uma mesma regulamentação, além de abranger itens que não eram cobertos por outras legislações. "Os suplementos ligados a dietas enterais, por exemplo, tinham uma legislação específica. Os suplementos esportivos também. Mas aqueles que não se encaixavam nessas legislações acabavam descobertos", explica. "A importância dessa regulamentação é garantir que o que está no mercado seja de fato seguro e efetivo para o paciente", acrescenta Brito.
Dentre as mudanças do novo marco regulatório, o nutricionista ressalta a exigência de testes de eficácia, diante da grande quantidade de produtos disponíveis no mercado. "Muitos dos suplementos que temos no mercado não têm eficiência comprovada", diz o nutricionista.
Mercado
No mercado especializado de Fortaleza, a demanda é crescente, em grande parte motivada pela disseminação de estilos de vida saudáveis. O carro-chefe das lojas de suplementos é o Whey protein, feito à base da proteína extraída do soro do leite e aminoácidos, e geralmente utilizado por praticantes de exercícios físicos para a reparação das fibras musculares. Ômega 3, colágeno e probióticos também estão na lista dos produtos mais procurados.
Gerente de uma cadeia de lojas de suplementos da cidade, Jonas Siqueira afirma que, além dos que se exercitam, os produtos também são buscados por pacientes cirúrgicos. Os produtos não necessitam de prescrição médica para serem adquiridos, uma vez que não são considerados medicamentos. Segundo Siqueira, apenas metade dos clientes apresenta orientações de um profissional de saúde. A loja oferece atendimento com colaboradores da área de Nutrição.
O nutricionista clínico Filipe Brito destaca que, mesmo não sendo obrigatória, a orientação de um profissional de saúde é fundamental para a utilização de suplementos.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Controle da glicemia sem picadas estimula maior controle do diabetes

Uma tecnologia que mede o nível de glicose com um sensor na pele está ajudando pacientes a manejar melhor essa doença na vida real, segundo estudos

Desde seu lançamento, o equipamento FreeStyle Libre, da farmacêutica Abbott, destacou-se por dispensar a necessidade de picar o dedo para controlar a glicemia de pacientes com diabetes. Sua tecnologia, que permite medir o açúcar no sangue passando um leitor por cima de um pequeno sensor no braço, foi corroborada por estudos controlados e já é utilizada por 650 mil pessoas no mundo. Mas e aí: como esse pessoal está lidando agora com a doença?
“Uma coisa é comprovar a eficiência de um teste em pesquisas controladas, com pacientes acompanhados de perto pelos profissionais. Outra é avaliar seu uso no dia a dia, com todos os desafios da vida”, compara o endocrinologista Luís Eduardo Calliari, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
Eis que, no 78º congresso da Sociedade Americana de Diabetes, foram apresentados estudos que visam justamente responder aquela pergunta. A partir de dados de mais de 250 mil leitores do FreeStyle Libre – a maioria vindos da Europa –, notou-se que os usuários passaram, em média, a mensurar a própria glicemia 13 vezes ao dia.
“É uma média muito superior à observada com os métodos tradicionais, em que o paciente faz um pequeno furo no dedo, coloca uma gota de sangue em uma fitinha e então a insere em um aparelho”, diferencia Calliari.
Mais: o número de vezes em que um indivíduo checa seus níveis de glicose foi diretamente relacionado ao melhor controle do diabetes. Dito de outra forma, quanto mais medições, maior a probabilidade de se manter dentro de índices considerados normais e menor o risco de hipoglicemia.
Calliari inclusive conduziu um estudo semelhante no nosso país, com dados de quase 8 mil brasileiros, que foi exibido naquele congresso americano. “E, no geral, também observamos que os pacientes verificavam a glicemia por volta de 13 vezes ao dia”, reitera.
Conclusão: o FreeStyle Libre parece agradar a população brasileira. O desafio é oferecer esse tipo de dispositivo às camadas menos favorecidas da sociedade.

A questão do preço e as alternativas

Segundo Calliari, o uso de sensores para controlar o diabetes é uma tendência tão forte que, com o tempo, dificilmente não será incorporado na rede pública, ao menos para parte dos diabéticos. Ainda assim, hoje a tecnologia não chegou ao Sistema Único de Saúde e seu custo é considerável.
Veja: a cada 14 dias, você precisa trocar o sensor no braço. Trata-se de uma prática simples, em que o sujeito remove o dispositivo com a mão mesmo, eventualmente aplicando um pouco de óleo de amêndoa, por exemplo. Já para inserir o novo sensor, você usa uma espécie de carimbo. Tudo pode ser feito em casa e o procedimento é quase indolor.
A questão é que cada sensor custa, segundo o site do FreeStyle Libre, 239,90 reais. Simplificando um pouco a conta, o paciente gastaria quase 500 reais por mês, sem considerar o preço do leitor.
“Agora, quem não pode fazer esse investimento também não precisa se desesperar. As fitas são bastante confiáveis”, pondera Calliari. Segundo ele, o que os estudos recentes com as novas tecnologias nos mostram é a importância de medir a glicemia frequentemente – seja no dedo, seja no braço.

terça-feira, 17 de julho de 2018

STF suspende resolução da ANS sobre franquia e coparticipação, publicada em junho

Crédito: Divulgação
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, suspendeu nesta segunda-feira, 16, a resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que prevê que operadoras de planos de saúde poderão cobrar de clientes até 40% do valor de cada procedimento realizado. A novidade foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) no dia 28 de junho.
A ministra atendeu liminarmente o pedido do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB), que entrou com a ação no STF na última sexta-feira, 13. O mérito da ação ainda será julgado.
A resolução define regras para duas modalidades de convênios médicos: a coparticipação (quando o cliente arca com uma parte dos custos do atendimento toda vez que usa o plano de saúde) e a franquia (similar à de seguros de veículos). De acordo com a OAB, a ANS invadiu as competências do Poder Executivo e do Poder Legislativo ao regulamentar a matéria.
“A referida Resolução institui severa restrição a um direito constitucionalmente assegurado (o direito à saúde) por ato reservado à lei em sentido estrito, não a simples regulamento expedido por agência reguladora”, afirma a petição da OAB.
A OAB chama de abusivo o porcentual de 40% que os beneficiários dos planos de assistência à saúde poderão pagar.
Antes da resolução não havia a definição de um porcentual máximo para a coparticipação em cada atendimento, mas a diretoria de fiscalização da ANS orientava as operadoras a não praticarem valores superiores a 30% – na prática, portanto, a nova regra amplia o valor máximo que as operadoras podem cobrar dos usuários.
O texto da nova resolução, prevê, porém, que todas as cobranças com franquia e coparticipação estejam sujeitas a um valor máximo por ano.
Esse limite poderá ser aumentado em 50% no caso de planos coletivos empresariais (que representam 67% do mercado de convênios médicos), caso isso seja acordado em convenção coletiva, de acordo com a resolução agora suspensa.
A franquia é o valor estabelecido no contrato de plano, até o qual a operadora de plano privado de assistência à saúde não tem responsabilidade de cobertura, quer nos casos de reembolso ou nos casos de pagamento à rede credenciada, referenciada ou cooperada.
A OAB critica o modelo de franquia e assinala que a escolha de um procedimento, de acordo com a franquia contratada, “pode significar limitação do atendimento e retardo do diagnóstico, resultando dessas escolhas ‘trágicas’ que consumidores vão procurar o sistema já doentes e com diagnósticos incompletos, anulando, portanto, quaisquer medidas preventivas”.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

O que é bronquiolite? Veja seus sintomas e tratamentos em bebês

Essa infecção contagiosa geralmente causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR) abala a saúde principalmente dos menores de 2 anos. Saiba o que fazer

A bronquiolite é uma infecção nos bronquíolos, ramificações dos brônquios que levam oxigênio aos pulmões. Em geral, sua causa é o vírus sincicial respiratório (VSR), que ataca principalmente crianças até os 2 anos de idade. Essa invasão propicia um excesso de muco nos tubinhos por onde o ar passa, comprometendo a captação de oxigênio. Entre os sintomas, o bebê fica com dificuldade para respirar.
Os pequenos são as vítimas preferenciais da bronquiolite, porque seu sistema imune ainda não está maduro para combater direito o agente viral. O VSR é altamente contagioso – ele é transmitido pelo ar, por toque e mesmo por objetos contaminados.
Estima-se que, até os 3 anos, 90% das crianças já terão entrado em contato com o vírus sincicial respiratório. Ainda bem que nem sempre ele provoca estragos. Prematuros e bebês com menos de seis semanas de vida ou com doenças crônicas pulmonares ou cardíacas devem ter cuidado especial. Aqueles com deficiência imunológicas também.
Essa infecção, aliás, é uma das principais causas de internação entre crianças que ainda mamam. Se a bronquiolite não for tratada, pode provocar desidratação, insuficiência respiratória e evoluir para pneumonias, quando outras áreas dos pulmões são afetadas por micro-organismos.

Sinais e sintomas

– Chiado no peito
– Respiração ofegante
– Nariz congestionado
– Tosse, sobretudo na hora de dormir
– Febre
– Tórax inflado (com aspecto semelhante a uma sanfona)
– Vômito

Fatores de risco

– Ser criança com idade inferior a 2 anos
– Entrar em contato com adultos infectados
– Ter deficiências imunológicas

Prevenção

Ainda não existe vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR). Como se espalha pelo ar com facilidade, o ideal é evitar situações que expõem o bebê a grandes aglomerações, em especial nas primeiras seis semanas de vida.
Também se deve evitar o contato da criança com adultos com sintomas de gripe ou resfriado — nada de colo ou carinho nessas ocasiões. Esses cuidados merecem ser redobrados no inverno, quando o vírus se dissemina com maior facilidade.
Não é preciso, obviamente, deixar seu filho confinado durante essa estação, mas vale a pena priorizar a estada em ambientes ventilados. Outra medida indicada para a prevenção é que os pais caprichem na limpeza das mãos, usando sabão ou álcool em gel.
Há um medicamento chamado palivizumabe que age preventivamente por um mecanismo de imunização passiva. Embora não seja uma vacina – ele não estimula o organismo a produzir anticorpos contra o VSR –, o remédio oferece, digamos, anticorpos artificiais, que protegem o paciente por algum tempo. As doses são mensais e costumam ser dadas no período de maior circulação do vírus.
Mas atenção: ele é indicado somente para os bebês mais vulneráveis aos danos do vírus sincicial respiratório. E só uma avaliação médica criteriosa é capaz de estabelecer isso.

Diagnóstico

Quando mais cedo for detectada a infecção nos bronquíolos, mais rápido e eficaz será o tratamento. Ao surgirem os primeiros sintomas, é importante levar a criança ao pediatra ou hospital. O exame físico, somado a testes complementares como raio x do tórax, confirma o diagnóstico.

Tratamento

Normalmente, o tratamento da bronquiolite pode ser feito em casa. Inalações com soro e medicamentos anticongestionantes tendem a fazer o muco se desgrudar das vias aéreas, melhorando a respiração — tudo, claro, tem de ser prescrito pelo médico. Nem pense em adotar antibióticos por conta própria. Essa classe de remédios se presta a enfrentar bactérias, e a infecção aqui é disparada por vírus.
A hidratação e a amamentação fecham o plano de recuperação do bebê. Nos episódios mais graves, em que ocorre desidratação ou insuficiência respiratória, a criança precisa ser hospitalizada.

sábado, 14 de julho de 2018

Hidrocarbolipoclasia Procedimento elimina gordura sem cirurgia

A evolução na área da estética é uma aliada para os que buscam a boa forma de maneira menos invasiva

estética
As novidades no campo da estética têm possibilitado ao público mais cuidadoso com a imagem a manter o corpo em forma sem o uso de cirurgia ( Fotos: Patrícia Moreira )
procedimento
Quem se submete ao tratamento corporal realizado com a técnica hidrocarbolipoclasia deve evitar a utilização de anti-inflamatórios no período de recuperação. Isso porque a medicação pode reduzir o resultado do procedimento
Apesar de a nomeclatura ser um pouco complicada, a hidrocarbolipoclasia não aspirativa é um recurso bastante utilizado por profissionais da estética.
Conhecida também como hidrolipo ou lipo sem cortes, a técnica tem como objetivo eliminar os pneuzinhos que resistem, mesmo quando a pessoa pratica atividade física e mantém hábitos alimentares regulares.
Para a fisioterapeuta dermatofuncional Melina Baquit, o segredo da terapia está na ruptura das células de gordura, que acontece com a combinação do soro fisiológico e da ultrassom.
O sódio presente no soro, quando aplicado na camada hipodérmica, incha os adipócitos, e o aquecimento provocado pelo calor da ultrassom leva a explosão dessas células, gerando um fenômeno chamado de liquefação da gordura.
O tratamento, segundo a dermato, é finalizado com a aplicação da carboxiterapia. "Esse é um procedimento que injeta gás carbônico medicinal com uma agulha de insulina para matar mais gordura por meio da acidez", revela.
Indicações
A hidrocarbolipoclasia é bastante recomendada para reduzir a gordura nas regiões do abdômen, dos braços, das costas, da parte interna das coxas e da papada. De acordo com Melina Baquit, o procedimento é concluindo entre 3 a 6 sessões apenas e sem a necessidade de associá-lo a outros tratamentos estéticos.
A sessão da hidrolipo dura em média 1 hora e 30 minutos. Na análise da dermatofuncional, dependendo do processo inflamatório gerado por conta das aplicações, em cada paciente, o intervalo para a realização de um novo protocolo varia entre 7 a 10 dias.
Porém, nos casos em que a gordura é mais densa, é preciso ampliar a quantidade de sessões. "Isso porque, conforme a especialista, o tratamento deve ser reforçado com métodos específicos para amolecer a gordura".
Na maioria das pacientes, o resultado é visível logo após a primeira sessão. Geralmente, a partir do segundo dia. No entanto, as mudanças estéticas mais avançadas serão percebidas após o período inflamatório da região trabalhada, que demora em média de 7 a 10 dias do protocolo.
"Após a sessão da hidrocarbolipoclasia, na região do abdômen, o uso de calcinhas e cintas adequadas, auxiliam na recuperação e potencializam o resultado do procedimento".
Alerta
É importante lembrar que, antes de se submeter ao tratamento, a pessoa precisa ser minuciosamente avaliada para que haja uma concordância sobre suas reais necessidades. "Isso porque o êxito de qualquer tratamento estético depende da avaliação detalhada de um profissional capacitado e experiente", destaca a dermatofuncional Melina Baquit.

Saiba Mais

Apesar de ser um procedimento simples e minimamente invasivo, assim como outras práticas estéticas, no método da hidrocarbolipoclasia o profissional tem o cuidado de avaliar e respeitar as restrições identificadas em cada paciente;
Por isso, o procedimento não deve ser realizada em gestantes ou em pessoas diagnosticadas com alterações que possam comprometer alguns órgãos ou os resultados do tratamento;
Nas contraindicações estão pacientes com angina instável; hipertensão não tratada; disfunção renal; imunodepressivos , esteatose hepática e distúrbios de circulação.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Suplementos multivitamínicos não evitam infarto e AVC

Ao menos para a população geral, ficar tomando pílulas de vitaminas e minerais não evita problemas cardiovasculares, segundo estudo gigantesco

“Tem sido bastante difícil convencer as pessoas, incluindo pesquisadores de nutrição, a aceitar que suplementos multivitamínicos e de minerais não previnem doenças cardiovasculares, como AVC e infarto”, sentencia o cardiologista Joonseok Kim, da Universidade do Alabama em Birmingham, nos Estados Unidos. “Esperamos que nosso estudo reduza o entusiasmo sobre esses produtos”, completa o cientista, em comunicado.
Mas, afinal, que experimento é esse? Trata-se, na verdade, de uma revisão de 18 estudos, que somam mais de 12 milhões de voluntários. Enquanto uma parte dessa gente consumia os multivitamínicos com frequência, a outra dispensava as pílulas – em média, eles foram acompanhados por 12 anos.
Resultado: não houve qualquer diferença significativa na mortalidade por doenças cardiovasculares entre as duas turmas. A ingestão desse tipo de suplemento também não evitou infartos ou derrames.
“Embora os multivitamínicos, quando tomados em moderação, dificilmente causem danos, suplicamos para que as pessoas protejam o próprio coração entendendo seus riscos individuais e conversando com um profissional sobre medidas comprovadamente eficazes. Elas incluem alimentação saudável, exercício físico, cessação do tabagismo […] e, se necessário, tratamento”, defende Kim. Além disso, os multivitamínicos não costumam ser baratos.
O que esse levantamento conclui, em resumo, é que a população em geral deveria parar de recorrer a supostas pílulas mágicas (e isso não inclui apenas suplementos) ao invés de apostar em táticas já consagradas. Só que aqui cabe uma ponderação.
A revisão foi feita com a população em geral. Ou seja, é possível que indivíduos com carência comprovada de algum nutriente se beneficiem de um aporte extra dele – e isso não seria identificado em trabalho científico desse tipo. No entanto, os especialistas sempre defendem que abastecer o corpo de substâncias benéficas por meio da alimentação. E nunca comprar suplementos por conta própria.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

5 mitos e verdades sobre como o celular afeta a saúde

Algumas histórias sobre os efeitos do celular circulam pelas redes. Descubra se elas são verdadeiras ou só mais um caso de fake news

Se os cães ainda podem ser considerados os melhores amigos do homem, os celulares entram na disputa pelo segundo lugar. Apesar de serem considerado até indispensáveis hoje em dia, esses aparelhos podem atingir a saúde de diversas maneiras.
Problemas de visão e postura, piora da ansiedade e dificuldades para dormir são alguns exemplos. Porém, nem tudo que circula pela internet é verdade. Confira se alguns desses efeitos são reais ou apenas mitos:

1) Causa câncer?

Não há evidências. O mais recente estudo a respeito, feito na Austrália com dados de 34 mil cidadãos, sinaliza que a radiação do aparelho não é capaz de causar tumor no cérebro.

2) Afeta os testículos?

Melhor os homens não deixarem o celular sempre no bolso da frente. Existem indícios de que o aumento da temperatura e a radiação podem impactar na qualidade dos espermatozoides.

3) Envelhece a pele?

Sim! A presença de alguns minerais como níquel e cromo e a luz azul emitida pelo aparelho parecem contribuir com rugas e manchas. Mais um motivo para passar protetor solar.

4) Afeta aprendizado?

Pesquisa inglesa com 125 mil crianças e adolescentes detectou que o uso do aparelho no período noturno atrapalha o sono, compromete a memória e prejudica o desempenho na escola.

5) Dá dor de cabeça?

Não há dados conclusivos. Mas um estudo dinamarquês observou que celulares podem aumentar em 20% o risco de uma enxaqueca, caso já haja propensão às crises.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Sob a ameaça da polio

Erradicada no Brasil desde 1990, a doença pode voltar ao País devido à baixa cobertura vacinal. Há a ideia de que ela não seja mais perigo. É um erro grave

Crédito: Sidney de Almeida
Depois da febre amarela, a poliomielite, sem casos registrados no Brasil desde 1990 e erradicada das Américas quatro anos depois, pode voltar ao País. Na semana passada, o Ministério da Saúde anunciou que 312 cidades, 44 em São Paulo, apresentaram alto risco para o surgimento de casos, significando que ao menos 800 mil crianças estão sob ameaça de contrair o vírus causador da doença. A polio pode apresentar sintomas que vão desde febre, náuseas e vômito até paralisia, insuficiência respiratória e levar à morte.
Desastre para a saúde
A Organização Mundial de Saúde recomenda que a cobetura vacinal contra a polio seja superior a 95%. O panorama brasileiro está longe disso. Em 2017, 22 estados não atingiram a cobertura mínima. Na Bahia, 15% dos municípios imunizaram menos da metade das crianças. “É uma situação muito grave”, afirma Carla Domingues, coordenadora do Programa de Imunizações do Ministério da Saúde. “Um estado com esses indicadores tem toda a condição de voltar a registrar a transmissão da doença no nosso País. Será um desastre para a saúde como um todo.” Por causa da urgência, a campanha nacional de vacinação deve ter seu início antecipado de setembro para agosto. Na semana passada, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão solicitou ao Ministério da Saúde informações sobre o problema. O órgão quer saber suas causas e as providências que estão sendo tomadas.
Vários fatores explicam a situação. As vacinas estão disponíveis na rede pública, mas questões como o horário de funcionamento dificultam a ida das crianças aos postos. A maioria abre em horário comercial, quando boa parte dos pais está no trabalho. Aliado a isso, cresce a ideia de que a doença não é mais perigo. É um equívoco registrado entre a população e profissionais de saúde. “Não podemos deixar que a situação avance. Não se pode desvalorizar a prevenção”, afirma a médica Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações. Na opinião da especialista, é preciso rever o acesso aos postos e fazer com que a população entenda que cada um tem sua responsabilidade. “É preciso ser pró-ativo”, diz. O caso da polio evidencia um problema amplo que ocorre no Brasil em relação à vacinação. O País apresenta baixa cobertura para todas as vacinas infantis — em 2017, 26% dos 5.570 municípios não atingiram a cobertura recomendada — e registra casos de sarampo (leia quadro), doença que também estava sob controle.
AÇÃO A médica Isabella alerta: não se pode descuidar da prevenção (Crédito:Fábio Motta)
Sarampo de volta
Nos seis primeiros meses de 2018, o Brasil registrou 1.891 casos suspeitos de sarampo, com 472 confirmações. Do total, sete casos foram notificados no Rio Grande do Sul. O restante, no Amazonas e em Roraima. O vírus chegou à região Norte com a chegada maciça de venezuelanos em busca de oportunidades, fugindo da crise que devasta o país vizinho. Porém, encontrou por aqui boas condições de disseminação, uma vez que a cobertura vacinal também está abaixo do que o recomendado. Segundo o Ministério da Saúde, a cobertura para a segunda dose do imunizante em 2017 foi de 71%. No ano anterior, foi de 79%.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Guardar a cebola cortada é um veneno para a saúde? Checamos essa história

Um áudio que circula pelo Whatsapp apresenta os potenciais perigos de deixar esse tempero na geladeira por algum tempo. Será que a informação procede?

Nas últimas semanas, uma mensagem de voz com 5 minutos de duração está pipocando nos celulares dos brasileiros. Nela, uma mulher não identificada diz que a cebola cortada é capaz de atrair bactérias e, assim, provocar uma série de doenças. Quem nos alertou sobre o assunto foi nosso assinante Altair Gomes, que mandou um e-mail e pediu que fizéssemos uma avaliação sobre o assunto e informássemos se a acusação é verdadeira ou falsa. Agradecemos o seu contato e a sugestão, Altair! 
Para averiguar essa história direitinho, procuramos referências nos estudos científicos e entrevistamos dois profissionais envolvidos com a área: a nutróloga Nayara Almeida, do Rede D’Or Hospital São Luiz, em São Paulo, e o engenheiro de alimentos Edison Triboli, do Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul. Os dois especialistas foram unânimes em afirmar que a alegação é totalmente falsa.
Para desmontar a farsa, nós transcrevemos o áudio do Whatsapp e vamos mostrar, ponto a ponto, todos os seus erros:

“[…] hoje eu descobri por que a cebola cortada e deixada de canto não pode ser reutilizada. Preste atenção. Cuidado com as cebolas. Em 1919, a gripe matou 40 milhões de pessoas…”

A autora do áudio se refere à gripe espanhola que, na verdade, começou em 1918 e matou de 50 a 100 milhões de indivíduos. Ela é considerada a pior pandemia da história da humanidade. Desinformações assim já levantam a suspeita de um conteúdo falso.

“…um médico visitou os agricultores que tiveram o ataque e para ver se poderia ajudá-los a combater a gripe. Muitos dos agricultores e suas famílias que contraíram a gripe morreram. No entanto, o médico conheceu um fazendeiro cuja família era saudável e ninguém na casa pegou gripe. O médico perguntou ao agricultor o que ele estava fazendo que era diferente dos outros. A esposa do fazendeiro respondeu que ela cortou uma cebola com casca em um prato e colocou em todos os cômodos de sua casa.…”

Repare nas mancadas cometidas aqui: não é citado o nome do médico nem sua especialidade, qual país ou cidade em que ele atuava, quem eram esses agricultores… Sempre desconfie quando os dados não são exatos e nem é possível conferir a informação por meio de outras fontes. 

“…ele pediu uma dessas cebolas, achando que era da plantação diferente. Quando colocou sob microscópio, encontrou nela o vírus da gripe. As cebolas obviamente absorveram todas as bactérias e, portanto, mantiveram a família saudável.”

Dois erros crassos nesse trecho. Primeiro, não dá para visualizar um vírus no microscópio comum. Esse agente infeccioso só pode ser visto num microscópio eletrônico, que  foi inventado no ano de 1931, bem depois da gripe espanhola. Em segundo lugar, a voz feminina diz que as cebolas “absorveram todas as bactérias”. Ora, a gripe é causada por um vírus, o influenza! As bactérias nada tem a ver com a doença.

“…enviei essa história para um amigo no Oregon que sempre me dá material sobre a questão da saúde. Ele me respondeu com essa interessante experiência com as cebolas. Ele disse: obrigado pelo lembrete. Eu não conheço a história do agricultor mas sei que também tive pneumonia e fiquei muito doente. Do meu conhecimento anterior de cebolas, cortei as duas pontas de uma cebola e coloquei em um jarro vazio e coloquei ao meu lado durante a noite. De manhã, comecei a me sentir melhor enquanto a cebola ficava preta…”

Sim, a cebola pode até ficar preta se exposta no ambiente, pois entra em decomposição. Mas esse processo não acontece de uma noite para a outra e nem pela invasão de bactérias causadoras de pneumonia. Aliás, não tem como todos esses micro-organismos saírem dos pulmões de um indivíduo doente e migrarem, como num passe de mágica, para uma cebola. Veja só, até os antibióticos, remédios potentes fabricados para combater esse tipo de infecção, demoram alguns dias para trazer resultado.

“…muitas vezes, quando temos problemas de estômago, não sabemos a quem culpar. Talvez as cebolas que comemos antes sejam as culpadas. Cebola absorve bactéria. E essa é a razão pela qual elas são tão boas em nos impedir de pegar gripes e resfriados. Por essa razão, não devemos devemos comer uma cebola que esteja descansando por um tempo depois de cortada. Restos de cebola são venenosos. Quando uma intoxicação alimentar é relatada, a primeira coisa que as autoridades procuram é se a vítima comeu cebolas e de onde vieram …”

O erro se repete: gripes e resfriados são provocados por vírus, não por bactérias. A nutróloga Mayra Almeida nos ajuda no trecho seguinte: “As infecções gastrointestinais podem ser causadas por vírus e bactérias. O contágio se dá majoritariamente por alimentos e água contaminados, em ambientes onde a higiene é precária ou há falta de saneamento básico. Não é adequado dizer que a cebola seria a causa única desses problemas.”

“…as cebolas são enormes imãs de bactérias, especialmente as cruas. Nunca guarde uma porção de cebola em fatias por um período de tempo e depois use-a na preparação de alimentos. Não é seguro nem mesmo se você armazenar em um saco com zíper e armazenar na geladeira…”

Baboseira pura. Se essa acusação fosse verdadeira, muita gente já teria morrido por aí. Não há nenhum relato na ciência sobre algum caso em que isso ocorreu.
Na verdade, não existe problema em utilizar um pedaço de cebola que restou de uma receita feita anteriormente. É importante, claro, usar sempre o bom senso: fique de olho no aspecto da hortaliça e descarte-a se perceber qualquer sinal de decomposição, como mudança na cor, na textura e no aroma. “Como ela tem um cheiro muito forte depois de aberta, o ideal é guardá-la na geladeira dentro de um pote com tampa de borracha, para impedir que o odor se espalhe para outros alimentos”, sugere o professor Edison. 

“…além disso, não dê cebola para os cães. Seus estômagos não podem metabolizar as cebolas…”

Finalmente um trecho com uma dica bacana! Tanto o alho quanto a cebola contêm uma substância chamada alicina. Em cães e gatos, ela pode levar a um tipo de anemia conhecido como hemolítica. Em suma, trata-se da destruição dos glóbulos vermelhos no sangue. A intoxicação pode aparecer gradativamente e, para isso, é necessário que o animal consuma uma grande quantidade desses ingredientes.
Só que isso não tem nada a ver com bactérias. Na dúvida, converse com o veterinário de seu pet.

“[…] sempre que cortar uma cebola e usar somente metade, coloque a outra metade em algum outro ponto de sua casa, preferencialmente nos quartos, para que absorvam possíveis bactérias…”

Uma atitude dessas não vai adiantar em nada e só vai deixar sua casa com um cheirinho, digamos, peculiar. Para evitar infecções, o melhor mesmo é adotar outras medidas que têm comprovação científica, como lavar as mãos com frequência (especialmente ao chegar em casa, no trabalho ou na escola) e tomar as vacinas disponíveis para a sua faixa etária.

sábado, 7 de julho de 2018

Exercícios aeróbicos melhoram os sintomas

A panturrilha é o principal local de bombeamento de sangue. Sua contração deve ser fortalecida
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Djalma Melo foi submetido ao procedimento não invasivo (injeção de espuma) para tratar as varizes na região da panturrilha ( Foto: Kleber A. Gonçalves )
Ativo por natureza e adepto da prática regular de futsal, corrida e caminhada, o bancário Djalma Alcântara Melo, 57 anos, foi surpreendido com dores na região da panturrilha, também conhecida como 'batata' ou 'barriga' da perna. "Ao praticar atividade física, percebi a saliência de varizes (veias) na perna direita. Estava diminuindo meu rendimento devido a dor", explica.
A ocorrência de varizes causadas por esforço físico não é algo frequente, muito menos em homens, cuja incidência de insuficiência venosa crônica é sempre menor que em mulheres. Mesmo assim, segundo o médico cirurgião vascular Frederico Augusto de Carvalho Linhares Filho, cerca de 25% dos homens são acometidos.
"Na prática clínica, o que percebemos é que eles retardam mais em procurar o angiologista ou o cirurgião vascular. Já chegam ao consultório em uma fase mais avançada da doença, fato pode dificultar o tratamento e levar a uma recuperação mais prolongada", admite o presidente da SBACV - Ceará.
Felizmente esse não foi o caso de Djalma Melo que buscou ajuda médica e está satisfeito com o resultado da aplicação do procedimento com espuma. "Faço revisões quando necessário e voltei com mais autoestima devido a nova estética da panturrilha. Retornei às atividades físicas sem problemas", relata.
'Coração' da perna
Os músculos da região da panturrilha são muito exigidos no dia a dia, uma vez que fazem as vezes de apoio e de sustentação para o corpo como um todo. A contração da musculatura leva ao bombeamento do sangue na perna e a redução da pressão venosa.
Assim, os exercícios aeróbicos (que promovem a contração da panturrilha) são os mais indicados para a melhora dos sintomas relacionados às varizes. Dr. Frederico Linhares indica como exemplo corrida, ciclismo, natação, futebol, vôlei, tênis e hidroginástica, entre outros. "Todas as pessoas com varizes nos membros inferiores (e que não possuem limitações) devem ser estimuladas a realizar exercícios físicos regularmente. Segundo ele, "a musculação e o crossfit não costumam estar relacionada ao surgimento de varizes, não havendo a necessidade de suspensão dos mesmos. Orientamos apenas que exercícios aeróbicos sejam associados".
Questão de postura
A questão postural é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de varizes. Professores, vendedores, seguranças e outros profissionais que permanecem grande parte do dia em pé estão sob risco de apresentar dilatação dos vasos dos membros inferiores.
"Sempre que possível deve-se alternar períodos sentados (com as pernas elevadas em cima de um banquinho) com o tempo que permanecem em pé". Nesses casos, "o uso da meia elástica é extremamente importante para o alívio dos sintomas e para ajudar a diminuir a dilatação das veias".
A insuficiência venosa é uma doença evolutiva, crônica e que não tem cura. "Daí ser tão comum escutarmos alguém falar que não irá mais tratar as varizes pois elas voltam a aparecer".
O médico compara tratar as varizes como o que é feito com quem tem hipertensão arterial, ou seja, o cuidado deve ser constante. "Se as orientações não forem seguidas os fatores de risco permanecerão atuando e surgirão novas varizes", destaca.
Outro detalhe importante. "Não há uma idade específica para o surgimento de varizes, embora sejam mais frequentes em idosos. Tal fato provavelmente se justifica pelo maior tempo de exposição aos fatores de risco".
Dor na perna, sensação de peso, coceira, cãimbras, inchaço e alteração na coloração da pele (na região do tornozelo), com o surgimento de manchas marrons estão entre os principais sintomas, que costumam piorar no fim do dia.
Fique por dentro
Campanha alerta sobre possíveis negligências
Apesar de poder resultar em complicações graves, como a trombose, é comum a insuficiência venosa crônica ser associada apenas a aspectos estéticos e, assim, é significativo o números de pessoas que busca profissionais não especializados para procedimentos de escleroterapia.
Devido a essa negligência, a SBACV lançou a Campanha Nacional de Escleroterapia (www.Sbacvce.Com.Br) cujo objetivo é o de conscientizar a população sobre a relevância da intervenção médica adequada. .
"Quando o paciente recorre a uma solução equivocada para as varizes, ele se expõe a um enorme risco. Apesar de parecer simples a princípio, o método de escleroterapia quando mal executado pode causar úlceras graves, manchas escuras, inflamação de veias e até trombose profunda", diz o presidente da SBACV - Ceará, Dr. Frederico Linhares.
Somente o médico - com treinamento específico - está habilitado a indicar o melhor tratamento, identificar os possíveis efeitos adversos e evitá-los prontamente. "E também tratar as complicações e assim reduzir os desfechos dramáticos que cada vez mais temos presenciado", conclui o médico

Evite problemas de circulação

Permanecer por mais de cinco horas seguidas sentado pode aumentar em até 70% o risco de embolia pulmonar, conforme estudo publicado no periódico científico Circulation, realizado por pesquisadores da Universidade de Osaka, no Japão,
Para tanto, a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular faz algumas recomendações. A primeira é não ficar parado, uma vez que o sistema circulatório (coração e vasos sanguíneos) precisa da movimentação para se manter com um bom condicionamento físico. A segunda é não ficar estressado, pois a tensão contínua e exagerada causa desequilíbrios no organismo. O sono reparador é vital para a saúde do indivíduo e não deve ser desconsiderado.
Alimentar-se corretamente antes e durante a viagem, assim como evitar o sal e produtos refinados. O sódio retém líquido, aumenta o trabalho cardíaco e favorece doenças cardiovasculares e renais.
As meias elásticas são boas aliadas (antes de iniciar uma viagem mais longa). Ajudam a comprimir a musculatura da panturrilha e fazem uma ação imediata sobre os músculos que atuam no sistema venoso. Também auxiliam na circulação sanguínea.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Epidemia de chikungunya faz prefeitura fluminense decretar emergência

Até terça-feira, Campos dos Goytacazes registrava mais de 2 mil casos

Por O Dia
Aedes aegypti, transmissor do vírus da chikungunya
Aedes aegypti, transmissor do vírus da chikungunya -
Rio - A prefeitura de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, decretou estado de emergência devido à situação de epidemia da chikungunya. O município tem notificados, até esta terça-feira, 2.365 mil casos de chikungunya confirmados por meio de análises clínicas, epidemiológicas e sorológicas. Foram registrados também 95 casos de dengue, mas não há casos de zika e febre amarela.
Publicado no Diário Oficial desta quinta-feira, o decreto do prefeito Rafael Diniz autoriza a entrada de agentes do Centro de Controle de Zoonoses em imóveis cujos proprietários estejam ausentes ou recusem o serviço e o remanejamento de servidores para atuar no combate ao Aedes aegypti, transmissor também da dengue, zika e febre amarela. Desde maio, em vários mutirões, foram percorridos 33 bairros com ações em cerca de 27 mil imóveis, mas 18 mil foram encontrados fechados.
O decreto leva em consideração a proliferação do mosquito no interior do estado do Rio de Janeiro, o resultado do Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti (LIRAa), que foi de 6,1% e é considerado de alto risco, a localização geográfica do município, próximo à divisa e a regiões de mata, que facilita a circulação do vírus, além da baixa imunidade da população do país ao vírus chikungunya.
Além disso, o decreto destaca que a entrada forçada em algum imóvel deve ser considerada "fundamental no trabalho de contenção da doença com oferta de risco à saúde dos vizinhos". Nesse caso, os agentes estarão acompanhados de funcionários da Vigilância Sanitária, Guarda Civil Municipal ou da Polícia Militar. A ação deverá ser registrada com fotos e vídeos que constarão no chamado "auto de ingresso forçado”.
Medidas
Desde o mês de maio, quando foi constatada infestação do Aedes aegypti no município, a prefeitura de Campos vem adotando medidas como reforço dos mutirões nas regiões com alto índice do mosquito, descentralização do atendimento primário na rede de saúde e aumento da atuação dos carros do tipo fumacê. Também aumentaram o número de testes laboratoriais feitos na rede básica de saúde e o de mutirões de identificação de proprietários de terrenos para que façam a limpeza da área.
Com informações da Agência Brasil

quarta-feira, 4 de julho de 2018

O que é catarata: sintomas, tratamento, cirurgia e diagnóstico

Uma das principais causas de perda de visão, essa doença pode até ser prevenida - e, acima de tudo, bem tratada. Saiba mais

Uma das principais causas de cegueira no mundo, a catarata é uma doença caracterizada pela perda de transparência do cristalino, lente natural cuja função é propiciar o foco da visão em diferentes distâncias.
Com o avançar da idade, as fibras do cristalino aumentam de espessura e de diâmetro, provocando a princípio presbiopia, a popular vista cansada. É por isso que a maioria das pessoas com mais de 45 anos precisa usar óculos para enxergar de perto.
E é como se a catarata fosse a fase seguinte desse processo – a lente natural, além de perder a elasticidade, torna-se opaca. Aos poucos, vai embaçando a visão até que o indivíduo passa a enxergar apenas vultos e luzes, podendo ocorrer a cegueira.
A catarata evolui lentamente, mas há casos raros em que ela é congênita – ou seja, bebês nascem com a visão prejudicada por influência do DNA. Em outras situações, a criança é afetada porque a mãe teve rubéola, sífilis ou toxoplasmose nos primeiros três meses de gestação.

Sinais e sintomas

– Visão nebulosa
– Enxergar brilhos e halos
– Visão dupla
– Dificuldade para ler, dirigir e andar
– Sensibilidade à luz

Fatores de risco

– Idade: uma em cada cinco pessoas com mais de 65 anos desenvolvem catarata. Essa proporção aumenta a partir dos 75, quando metade dos indivíduos tem a doença
– Doenças infecciosas nos olhos
– Diabetes
– Exposição exagerada e sem proteção à luz solar
– Tabagismo
– Uso prolongado de colírios à base de corticoides
– Traumas na região dos olhos

A prevenção

Levando em conta a comprovada relação entre radiação solar e catarata, uma das recomendações mais importantes para prevenir ou ao menos atrasar o surgimento da doença é vestir óculos escuros. Vale também o alerta para jamais olhar diretamente para o sol.
Não usar colírios sem a devida prescrição médica, especialmente aqueles com corticoides na fórmula, é outra orientação para manter a visão em ordem.
Hábitos saudáveis fazem parte da estratégia de prevenção. Um deles é não fumar. E manter um cardápio repleto de vegetais proporciona um aporte importante de vitaminas como o betacaroteno, presente na cenoura, por exemplo. No organismo, esse nutriente se transforma em vitamina A, reconhecida por proteger os olhos contra a catarata.

O diagnóstico

Nas consultas de rotina ao oftalmologista, a catarata é detectada quando o especialista examina a estrutura interna do olho. Por meio de um instrumento chamado oftalmoscópio, ele consegue observar se há opacidade no cristalino.

O tratamento

A cura da catarata só é possível por meio de cirurgia. Felizmente, avanços técnicos tornam esse procedimento cada vez mais rápido (a operação dura entre 15 e 30 minuto) e seguro, com sucesso na maioria dos casos.
A operação é realizada com anestesia local e consiste na substituição do cristalino por uma lente artificial, feita sob medida e de acordo com a curvatura da córnea. O paciente vai para casa no mesmo dia, com recomendação de evitar movimentos bruscos e inclinação da cabeça.
Nos dias seguintes, o paciente deve aplicar colírios e pomadas receitados pelo médico para afastar o risco de inflamação. Caso o catarata esteja presente também no outro olho, a cirurgia para extirpar o problema será agendada.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Remédio de maconha

Agência americana aprova o primeiro medicamento com canabidiol, composto extraído da planta

Crédito: CasarsaGuru
SEGURANÇA Substância não causa alteração mental e nem dependência (Crédito: CasarsaGuru)
Food and Drug Administration (FDA), agência responsável pela liberação de remédios dos EUA, aprovou na segunda-feira 25 o primeiro medicamento a base de canabidiol do mundo. O composto está presente na maconha, mas não causa alterações do estado mental e nem dependência. O Epidiolex é indicado para pacientes com mais de dois anos portadores das síndromes epiléticas Lennox-Gastaut e Dravet. A primeira manifesta seus primeiros sinais a partir dos três anos. A segunda é uma condição rara que provoca sintomas em geral desde o primeiro ano de vida.
É uma decisão histórica. Há pelo menos uma década as evidências de que o composto reduz as crises epiléticas vêm sendo fornecidas por estudos científicos que explicam por quais caminhos fisiológicos isto é possível e por meio de pesquisas envolvendo milhares de pacientes. Mas faltava às medicações a chancela de uma entidade do porte da FDA para chegarem ao mercado como qualquer outro remédio. A FDA serve de guia para instituições com funções semelhantes de outros países. Entende-se que suas decisões pela aprovação de medicamentos estejam embasadas em trabalhos de conclusões inquestionáveis, especialmente no que se refere aos quesitos de eficácia e de segurança.
LIBERADO Indicado para crises epiléticas, o produto estará à venda nos EUA em breve (Crédito:Divulgação)
Eficácia comprovada
No caso do Epidiolex, os trabalhos foram apresentados pela GW Pharmaceuticals, empresa fabricante. Em abril, um painel de investigadores da agência havia recomendado sua aprovação. “É um avanço médico importante”, afirmou Scott Gottlieb, diretor da FDA. “Por causa dos estudos clínicos adequados apresentados, os médicos podem ter confiança na eficácia e segurança do remédio”. São indicadas duas doses por dia da solução oral. O remédio deve ser a opção para casos que não respondem a outros tratamentos. O medicamento estará disponível nos EUA nos próximos meses. A Agência Europeia de Remédios deve divulgar sua decisão pela aprovação até o início de 2019. Não há previsão de chegada ao Brasil.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Saiba o que os planos de saúde não podem cobrar do cliente

Usuário de convênios terá quatro atendimentos médicos por ano sem pagar mais

Por O Dia
Novas regras para planos de saúde passam a valer em 180 dias
Novas regras para planos de saúde passam a valer em 180 dias -
Rio - Consultas médicas, exames preventivos e tratamentos de doenças crônicas não podem sofrer cobrança adicional de até 40% do valor do serviço, a título de coparticipação e franquias. As novas regras da Agência Nacional de Saúde (ANS) permitem que usuários tenham quatro atendimentos com médicos generalistas (clínico-geral, médico da família, pediatra, ginecologista e geriatra) por ano sem ter que pagar nada além da mensalidade. Mamografia para mulheres de 40 a 69 anos (um exame a cada dois anos), papanicolau de paciente de 21 a 65 anos, glicemia de jejum para maiores de 50 anos e teste de HIV são exames preventivos que não terão cobrança extra. Ao todo, 250 procedimento estão isentos.
Nesta quinta-feira, a ANS publicou norma que permite que operadoras cobrem até 40% do valor de outros serviços de duas modalidades de convênios: coparticipação (quando o cliente arca com parte dos custos do atendimento sempre que usa o plano) e franquia (que funciona como nos casos de seguros de veículos). As regras só valem para contratos novos.
As operadoras poderão, no entanto, continuar vendendo planos sem franquia ou coparticipação, mas os produtos deverão ser de 20% a 30% mais baratos. A norma entra em vigor em seis meses, para as empresas se adaptarem.
Também estão na lista de isentos, tratamentos crônicos cobertos integralmente em qualquer circunstância como hemodiálise e oncológicos de radioterapia e quimioterapia. Ficam de fora exames solicitados durante pré-natal, dez consultas com obstetra e testes em recém-nascidos (pezinho).
Além disso, não entram na regra atendimentos feitos em pronto-socorro, que não terão incidência do limite de até 40% de coparticipação por procedimento. No entanto, o plano poderá cobrar valor fixo e único a cada atendimento, que ficará limitado à metade da mensalidade do beneficiário e não poderá ser superior ao valor pago pela operadora ao hospital ou clínica.
Segundo a Agência Estadão Conteúdo, todas as cobranças com franquia e coparticipação devem ter um valor máximo por ano. Assim, a parte que será paga pelo beneficiário no somatório de 12 meses terá como teto o mesmo que for desembolsado de mensalidade em um ano. Ou seja, se o total pago for de R$ 6 mil (mensalidade de R$ 500), este será o limite para gastos extras com franquia e coparticipação, diluídos ao longo dos meses.
O limite de cobrança pode ser aumentado em 50% no caso de planos coletivos empresariais (67% do mercado). Mas precisa ser acordado em convenção coletiva. O limite poderia chegar a R$ 9 mil por ano.

Teto vale para as franquias

O teto de 40% também deverá ser respeitado para os planos com franquia, mas a cobrança nesse caso será diferente, que poderá ser aplicada de duas formas: dedutível acumulada, quando a operadora não se responsabiliza pela cobertura das despesas até que seja atingido o valor previsto no contrato; limitada por acesso ao ser estipulado um valor de franquia por procedimento e não por ano.
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) se diz preocupado pelo endividamento dos beneficiários. A Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) acredita que o mercado de planos com coparticipação e franquia deve se expandir, com os produtos ficando mais baratos.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

O que o goleiro Alisson Becker tem na pele?

As manchas vermelhas na pele do jogador da seleção brasileira instigaram muita curiosidade. Conheça a rosácea, problema que é o provável causador das marcas

Saindo das quatro linhas do campo, um assunto que gerou bafafá nesta Copa do Mundo é o problema de pele apresentado por Alisson Becker, o goleiro da seleção brasileira. O jogador de 25 anos até brincou com o tema em uma coletiva de imprensa, dizendo que a vermelhidão no rosto seria resultado da “puberdade”. Apesar de as manchas e bolinhas no rosto lembrarem muito um quadro de acne, a coordenadora científica da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Denise Steiner, acha que provavelmente estamos diante de um caso de rosácea.
De acordo com a dermatologista, essa confusão é normal porque ambas as inflamações deixam a pele avermelhada. Porém, no caso da acne, a alteração ocorre apenas na área da espinha. Já a rosácea atinge uma extensão maior.
“Ele parece ter algumas cicatrizes de acne antigas, e elas tornam um pouco mais difícil a distinção de uma alteração da outra. Mas, por apresentar placas meio avermelhadas sempre iguais no rosto, tudo indica que seja rosácea mesmo”, afirma.

Saiba mais sobre a rosácea

O que é?
A rosácea é uma alteração inflamatória da pele e não tem uma causa definida precisamente. Os vasos ficam dilatados e, a face, mais avermelhada. É uma doença crônica e não infecciosa.

Quais são os sintomas?

O paciente sente ardência e a derme fica ressecada e bastante vermelha.

Quem são os mais afetados?

Mulheres e indivíduos de pele clara. “Normalmente, são pessoas um pouco mais velhas. Mas a rosácea também pode ocorrer nos mais novos. Já a acne é comum na população jovem”, explica a especialista.

Qual a diferença entre rosácea e acne?

Além de gerar vermelhidão em pontos específicos, a acne é uma inflamação ligada ao folículo pilosebáceo – e acontece quando há um acúmulo de sebo no local. Por isso, ela é considerada uma doença desse folículo e não da pele em si, diferente da rosácea.
“A dúvida pode acontecer porque, na rosácea, às vezes surgem pápulas [lesões elevadas] no rosto parecidíssimas com as da acne. Tanto que durante muito tempo ela foi chamada de acne rosácea, justamente por causa dessa dificuldade de fazer o diagnóstico”, lembra a dermatologista.

Por que ela acontece?

A rosácea é considerada uma doença psicossomática. Ou seja, fatores como o estresse e o cansaço podem levar a sua piora.
Questões ambientais, a exemplo de mudanças bruscas de temperatura ou exposição excessiva ao ar-condicionado, também pode desencadear uma crise. Além disso, o agravamento do quadro pode ocorrer com a ingestão de bebidas alcoólicas e alimentos picantes, já que eles causam dilatação dos vasos.
“No caso do Alisson, é possível que a Copa tenha sido um fator desencadeador de piora. E provavelmente ele não está sendo medicado para evitar problemas de doping na competição”, analisa Denise.

Como é feito o tratamento?

Depende do tipo de rosácea. Quando a derme está só avermelhada, o paciente pode aplicar cremes calmantes – de preferência com lipídeos, ceramida ou ácido hialurônico na fórmula – e anti-inflamatórios, além de fazer tratamentos a laser para amenizar o tom da pele. Porém, se ela for do tipo pápula pustular (quando as lesões são parecidas com espinhas), devem ser receitados antibióticos.
“A pele com rosácea precisa ser constantemente hidratada com cremes e protegida com filtro solar. Afinal, toda vez que ela é agredida, a inflamação piora”, finaliza a médica.
Fonte: Dra. Denise Steiner, dermatologista e coordenadora científica da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Vírus Influenza Número de mortes por gripe no CE é o maior em 10 anos


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As pessoas que têm fatores de risco são mais propícias a desenvolver a forma grave da doença, que evolui muito rápido e pode levar a óbito, por isso a Sesa tem reforçado a vacinação desse grupo ( FOTO: REINALDO JORGE )
Os números não são positivos para o Ceará no que diz respeito à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). De acordo com os dados divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) no início desta semana, por meio do boletim epidemiológico de influenza, 68 óbitos provocados por esse vírus foram contabilizados até o dia 19 de junho. O número é superior ao total de mortes por influenza registradas no Estado de 2009 a 2017.
Em um âmbito mais abrangente, a quantidade de óbitos por SRAG contabilizados no Ceará em 2018 também é alarmante: 130 casos, o que representa um aumento considerável em comparação ao ano de 2016, que registrou 40 mortes, o maior número até então.
"A influenza ocorre sazonalmente, mas em intervalos regulares, ela pode resultar em formas graves da doença. Cada cenário pode ser modificado pela chegada de um novo vírus, já que o vírus da influenza tem um grande potencial de mutação", explica Daniele Queiroz, coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesa. Segundo ela, as mudanças sofridas pelo agente causador da gripe faz com que a população perca sua imunidade, uma vez que o vírus passa a ser diferente.
A coordenadora ressalta que as alterações são monitoradas através de pesquisas realizadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, para onde as amostras do Ceará estão sendo encaminhadas. A partir da análise, é possível averiguar a diferença entre o vírus que circulava antes e o atual. "As pessoas que têm fatores de risco são mais propícias a desenvolver a forma grave da doença, que evolui muito rápido e pode levar a óbito, por isso reforçamos tanto a vacinação desse grupo", diz.
Alerta
"É preciso lembrar que a influenza está em grande evidência, e isso faz com que os profissionais de saúde fiquem mais alertas para cada ocorrência e, por isso, notifiquem casos o ano inteiro", destaca Daniele Queiroz. O mesmo não ocorria em outros anos, quando a influenza não tinha o mesmo destaque.
Em relação aos 68 óbitos pela gripe registrados no Estado, 75% destes foram causados por influenza A (H1N1), 5,8% por influenza A H3/sazonal, 4,4% por influenza A não subtipado, e 14,7% por influenza B.
De acordo com o infectologista Robério Leite, não há muita diferença clínica entre os vírus, mas a influenza A H3N2 tende a ser um pouco mais grave. "Para pessoas de maior risco, como bebês, gestantes e idosos, ou pessoas com doenças crônicas, esses pacientes tendem a ter casos mais graves, mas a maioria dos quadros de influenza A ou B tendem a ser mais leves", explica.
Ainda conforme o boletim epidemiológico, 2018 apresentou o maior número de casos de SRAG notificados desde 2009, um total de 1.297, bem como o maior número de casos de influenza, que chegou a 419. Foi também incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave por influenza, com 4,67 casos por 100 mil habitantes. "Na época do ano em que o vírus circula mais, se o médico avaliar e o paciente tiver um quadro de tosse, coriza, febre e desconforto respiratório, ele está caracterizando a SRAG, e se não tem um diagnóstico claro, deve ser tratado como se fosse uma infecção por influenza", afirma Robério.

evolução

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Morte súbita é a principal preocupação da epilepsia. Veja como prevenir

Episódios acontecem durante a noite, quando o indivíduo está dormindo. Mas algumas medidas básicas diminuem o risco

A epilepsia é uma desordem neurológica marcada por uma desregulação no sistema elétrico do cérebro. Durante a crise, as células nervosas começam a se comportar de forma anormal e exagerada, o que leva à perda de consciência, movimentos involuntários dos músculos, náuseas e vômitos.
Felizmente, as medicações disponíveis são capazes de manter a enfermidade sob controle em pelo menos dois terços dos casos. É vital obedecer as recomendações do médico e não abandonar o tratamento de jeito nenhum. Durante o Congresso Cérebro, Comportamento e Emoções, realizado na cidade gaúcha de Gramado, especialistas apresentaram estratégias para evitar a morte súbita, um dos maiores temores nessa doença. 
“O sujeito tem uma vida normal, vai dormir e, no outro dia, é encontrado morto em sua cama”, caracteriza o neurologista Philippe Ryvlin, da Universidade de Lyon, na França. Isso geralmente acontece em decorrência de uma crise convulsiva generalizada, que toma todo o cérebro e surge ao longo das horas de sono.
Ter mais de três episódios convulsivos durante um ano já eleva o risco de morte súbita em mais de 50%. “Nos momentos seguintes ao quadro, regiões neurais que regulam a respiração não funcionam direito e a falta de oxigênio leva ao óbito”, completa o expert.

Então, o que fazer?

Esse cenário terrível mantém muitas pessoas com o transtorno num eterno estado de tensão. Mas é possível minimizar esse perigo ao colocar em prática algumas recomendações. “A regra número um é reduzir o máximo possível os episódios de convulsão por meio da terapia medicamentosa mais indicada para aquele paciente”, esclarece o neurologista André Palmini, do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
Manter um membro da família de sobreaviso é outra atitude inteligente. Se esse parente não dormir no mesmo quarto, é possível instalar nos dois cômodos aquelas babás eletrônicas, comumente utilizadas para monitorar recém-nascidos. Caso algum barulho estranho soe nos aparelhos de comunicação, vale checar se está tudo bem.
Muitas vezes, um pequeno chacoalhão ou um toque nos ombros da pessoa logo após a crise já ajuda a despertar e voltar às funções normais. Converse também com o médico que acompanha o caso sobre a possibilidade de deixar um tubo de oxigênio por perto para alguma eventualidade.

Mãozinha da tecnologia

Uma novidade na área são dispositivos vestíveis que ajudam a detectar a crise epiléptica em seus estágios iniciais. “Eles estão aprovados nos Estados Unidos desde o ano passado e monitoram os movimentos, a contração dos músculos e as alterações em condutores que temos na pele” explica Ryvlin. A invenção se comunica com algum familiar ou amigo e emite o alerta de que algo está errado.
“Apesar de já ser possível importar alguns desses produtos, nós também estamos desenvolvendo aparelhos deste tipo aqui no Brasil”, revela o médico Fernando Cendes, professor titular de neurologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em breve, as versões internacionais e nacionais devem estar a venda em nosso país.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Gota: da prevenção ao tratamento

Saiba tudo sobre essa doença inflamatória que afeta as articulações, causando inchaço e muita dor

Inchaço e dores intensas nas juntas, sobretudo no dedão do pé, são os principais sinais da gota, doença inflamatória causada por uma sobrecarga de ácido úrico no sangue – condição que os médicos chamam de hiperuricemia. Quando o excesso de produção dessa substância não é eliminado pelos rins, ela acaba se acumulando nas articulações. Nesses pontos, o depósito dá origem a cristais de urato, despertando os surtos dolorosos da doença, um tipo de artrite.
O DNA está por trás da encrenca. Algumas pessoas produzem ácido úrico aos montes ou não conseguem eliminá-lo adequadamente pelos rins – daí porque ele aparece em alta concentração no sangue, contribuindo para o surgimento da gota.

De onde vem tal ácido úrico?

Ele surge no organismo a partir da decomposição de uma substância chamada purina. Esta, por sua vez, tem duas fontes. A primeira, interna, deve-se a um processo natural de renovação das células. Quando uma delas morre, seu DNA se desintegra, dando origem a moléculas de purina. Esse mecanismo responde por 80% do ácido úrico no corpo. Os outros 20% vêm dos alimentos ricos na substância, entre eles carnes vermelhas, anchovas, aspargos, cogumelos e pães doces.
Hábitos que levam à obesidade e à síndrome metabólica – quadro marcado por problemas como hipertensão, colesterol alto e diabetes – elevam o risco de ter gota. O abuso de medicamentos como diuréticos e ácido acetilsalicílico são outros fatores desencadeadores do sofrimento.

Onde a dor pega

A gota, em geral, afeta uma articulação por vez, começando preferencialmente pelo dedão do pé e se expandindo para as juntas do joelho, tornozelo e atingindo até mão, punho e cotovelo.
A frequência e a duração dos episódios variam de pessoa para pessoa. Algumas podem ter uma crise súbita que desaparece para nunca mais voltar. Mas, na maioria das vezes, o problema tem início com surtos de curta duração – uma semana, em média – e que demoram a reaparecer. Se a gota não for tratada, as dores e o inchaço vão ficando cada vez mais corriqueiros, com impacto negativo na qualidade de vida dos pacientes.

Sinais e sintomas

– Dor nas articulações, sobretudo no dedão do pé
– Inchaço
– Vermelhidão na pele
– Rigidez nas articulações
– Elevação de temperatura

Fatores de risco

– Homens são mais propensos a ter gota do que mulheres
– O distúrbio aparece, em geral, entre os 40 e os 50 anos de idade
– Excesso de carne, peixes e frutos do mar na dieta aumentam o risco da doença
– Ingestão exagerada de álcool (sobretudo cerveja, que tem alta concentração de purina)
– Alto consumo de refrigerante
– Abuso de medicamentos como diuréticos e ácido acetilsalicílico
– Obesidade
– Colesterol alto
– Predisposição genética

A prevenção

Como cerca de 20% do ácido úrico no corpo vem da alimentação, quem tem predisposição à gota deve pegar leve na ingestão de itens que aumentam a formação da substância, como carnes, peixes e frutos do mar, embutidos, feijão e grão-de-bico.
O álcool também deve ser evitado, porque reduz a eliminação do ácido úrico pelos rins. A cerveja é uma das bebidas que mais exigem moderação nesse caso: além de álcool, ela tem cevada, cereal repleto de purina, a molécula cuja decomposição estimula a produção do ácido.
A melhor sugestão é optar por um menu equilibrado, farto em vegetais e não tão carregado desses itens perigosos. Refrigerantes e sucos industrializados integram a lista dos malfeitores.
A atividade física também é bem-vinda, porque ajuda na manutenção do peso e na prevenção das desordens que intensificam o risco de aparecimento das dores nas juntas – durante as crises, claro, é preciso suspender a malhação.

O diagnóstico

Em primeiro lugar, é bom esclarecer: nem todo mundo com alto nível de ácido úrico no sangue vai necessariamente ter gota. A carga genética que atua na capacidade de eliminação do excesso pela urina determina o aparecimento (ou não) da doença. Além disso, os problemas nas articulações podem ser consequência de outros distúrbios, como reumatismo e artrose.
Na consulta, o reumatologista vai levantar a história clínica do paciente, informando-se de eventuais casos de gota na família – este, sim, um fator de risco relevante. Um exame de sangue apontará se as taxas de ácidos úrico estão altas. A questão é que, algumas vezes, mesmo durante as crises, os índices estão dentro da faixa normal. Então o médico pode solicitar que seja colhido o líquido da articulação alterada. O material será analisado para detectar a presença de cristais, achado que contribui para fechar o diagnóstico.

O tratamento

Não há cura para a gota, mas a doença pode ser controlada. Repouso e uso de bolsas de gelo no local afetado são providências bem-vindas para atenuar as dores, normalmente bastante intensas. Também como forma de reduzir o martírio, o médico receita anti-inflamatório e analgésico.
Para direcionar o tratamento com foco na prevenção de novas crises, o reumatologista investigará se a doença é causada pela hiperprodução de ácido úrico, forma mais rara do distúrbio. Nesse caso, ele vai prescrever remédios para baixar a síntese da substância pelo organismo.
Se o acúmulo de ácido úrico se deve a falhas na sua eliminação pela urina, causa mais frequente da gota, a receita indicará um medicamento capaz de estimular esse processo.
Em ambos os casos, os comprimidos devem ser tomados diariamente, e surtos graves e frequentes exigem que o tratamento se estenda pela vida toda – sempre com acompanhamento do especialista para ajustar a dosagem e contornar efeitos colaterais dos medicamentos.
Aos remédios se juntam as recomendações sobre dieta, com ênfase na moderação de alimentos repletos de purina. Pacientes acima do peso serão orientados ainda a adotar hábitos capazes de eliminar os quilos extras, apostando em cardápios mais leves e aderindo a um programa de exercícios físicos adequado ao seu perfil.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Inverno é a melhor época para realizar alguns tratamentos na pele

Peelings e procedimentos a laser devem ser feitos preferencialmente na época mais fria do ano

 
Quando falamos de cuidados com a pele no inverno, a necessidade de combater o ressecamento é a primeira coisa que vem à mente. Porém, essa estação não combina somente com o uso de produtos hidratantes. Trata-se da melhor época para investir em procedimentos estéticos, como peelings químicos, ultrassom microfocado, luz pulsada e tratamentos feitos com lasers, como depilação e remoção de tatuagem e olheiras.
“Quando fazemos esse tipo de procedimento, a pele é destruída como um todo e, por isso, fica muito sensível. Evitar a exposição ao sol auxilia em sua reconstrução”, explica a dermatologista Tatiana Gabbi, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Como a incidência dos raios solares é menor no inverno, fica mais fácil seguir essa orientação. Além disso, os resultados das intervenções estéticas são potencializados, já que a temperatura ambiente ajuda na recuperação.
Mas algumas técnicas realizadas com radiofrequência – como as que prometem combater celulite e flacidez – podem ser feitas em qualquer estação do ano.

Cuidados necessários

Ainda que a incidência da luz natural seja menor no inverno, não significa que você não deva prestar atenção em outros comportamentos. Cada técnica tem recomendações específicas após sua realização, mas, em todos os casos, a dermatologista aconselha usar sabonetes suaves, algum produto hidratante que tenha a proposta de cicatrizar a pele e, claro, o filtro solar.
“Uma outra coisa que ajuda na recuperação é aplicar compressas geladas e água termal logo depois do procedimento, sempre protegendo com uma toalha”, acrescenta Tatiana.